A fadiga de SaaS e a era da consolidação: por que o mercado volta os olhos para os ERPs em 2026

Publicado em 24 de março de 2026

O excesso de SaaS criou um novo problema nas empresas

Durante a última década, o modelo SaaS transformou o mercado de software corporativo, enquanto o ERP seguia como uma das principais bases de gestão nas empresas. A facilidade de contratação e a especialização das ferramentas permitiram que organizações resolvessem problemas específicos com rapidez, levando equipes de marketing, vendas, suporte e finanças a adotarem plataformas próprias para suas operações.

Esse movimento criou um novo padrão de arquitetura tecnológica dentro das empresas. Em vez de depender de poucos sistemas centrais, organizações passaram a operar com diversas ferramentas independentes, cada uma dedicada a uma função específica da operação.

Com o tempo, porém, essa liberdade tecnológica começou a produzir um efeito colateral inesperado. O acúmulo de ferramentas gerou ambientes fragmentados, nos quais dados ficam distribuídos entre sistemas diferentes e processos dependem de múltiplas plataformas para funcionar.

Esse cenário deu origem ao que analistas passaram a chamar de SaaS fatigue, ou fadiga de SaaS, fenômeno que surge quando o excesso de ferramentas deixa de gerar eficiência e passa a criar complexidade operacional.

O caos das integrações e o limite do modelo best-of-breed

Grande parte desse problema nasce da estratégia conhecida como best-of-breed, na qual empresas optam por utilizar as melhores ferramentas isoladas para cada área da operação. A lógica parecia eficiente: se cada departamento tivesse acesso ao software mais avançado da sua categoria, o resultado seria uma operação mais produtiva.

Na prática, porém, esse modelo criou uma dependência crescente de integrações entre sistemas diferentes. Cada novo software exige APIs, conectores ou automações capazes de sincronizar dados entre plataformas que originalmente não foram projetadas para trabalhar juntas.

À medida que essa arquitetura cresce, aumenta também o número de pontos de falha dentro da operação. Integrações quebram, dados deixam de ser atualizados corretamente e processos automatizados passam a exigir manutenção constante para continuar funcionando.

Segundo o e-book “Tendências do Mercado de SaaS B2B no Brasil em 2026”, publicado pela B2B Stack, falhas relacionadas a integrações e APIs representam 68,8% das fricções operacionais que transformam clientes em detratores dentro de plataformas SaaS.

Quando o CFO entra na conversa sobre software

Quando a pilha tecnológica cresce sem controle, o impacto inevitavelmente chega ao orçamento da empresa. Licenças mensais se acumulam, integrações exigem manutenção constante e equipes gastam tempo administrando ferramentas que deveriam simplificar processos.

Esse cenário tem levado diretores financeiros a revisar a infraestrutura de software das empresas com um olhar mais estratégico. Em vez de analisar apenas funcionalidades, o foco passa a ser o custo total de propriedade das soluções, considerando licenças, integrações, treinamento e manutenção.

Essa mudança de perspectiva já aparece em dados de mercado. O Startups Report Brasil 2024 do Sebrae aponta que o modelo tradicional de assinaturas SaaS registrou uma queda de 10% no último ano, refletindo um movimento de corte de licenças ociosas e racionalização de ferramentas dentro das organizações.

O mercado não está abandonando software em nuvem, mas começa a priorizar arquiteturas tecnológicas mais simples e integradas, capazes de reduzir custos operacionais e melhorar governança de dados.

O retorno do ERP como plataforma central

É nesse contexto que os sistemas ERP voltam a ganhar protagonismo dentro das empresas. Durante anos esses sistemas foram vistos como soluções complexas e rígidas, associadas principalmente a processos financeiros ou contábeis.

A evolução tecnológica mudou essa percepção. Os ERPs modernos passaram a incorporar funcionalidades que antes estavam espalhadas entre diversas ferramentas SaaS independentes, incluindo CRM, gestão financeira, controle de estoque, analytics e automação de processos.

Essa consolidação transforma o ERP em algo muito mais próximo de um sistema operacional da empresa. Quando diferentes áreas operam dentro do mesmo ecossistema tecnológico, dados circulam com mais facilidade e processos deixam de depender de integrações externas complexas.

Além de simplificar a infraestrutura tecnológica, esse modelo melhora a consistência das informações e reduz uma das maiores dores das empresas modernas: a fragmentação de dados entre múltiplos sistemas.

O ERP Summit como termômetro da mudança

Mudanças estruturais no mercado de tecnologia costumam aparecer primeiro no comportamento de compra das empresas e depois se refletem nos eventos que concentram discussões da indústria. Em 2026, um dos principais termômetros desse movimento é o ERP Summit Brasil.

O evento chega à sua oitava edição consolidado como um dos principais encontros da indústria de gestão empresarial na América Latina, reunindo fornecedores, especialistas e líderes de tecnologia para discutir o futuro das plataformas de gestão.

Os temas que dominam a agenda refletem exatamente os desafios que empresas enfrentam hoje. Inteligência artificial aplicada à gestão empresarial, automação de processos administrativos e integração de dados entre departamentos aparecem como tópicos centrais das discussões.

Essas discussões reforçam um movimento mais amplo do mercado: a busca por plataformas capazes de reduzir a fragmentação tecnológica e transformar dados operacionais em ativos estratégicos para as empresas.

Consolidar tecnologia exige decisões informadas

Apesar das vantagens da consolidação tecnológica, migrar para uma plataforma central de gestão continua sendo uma decisão estratégica que exige análise cuidadosa. Substituir múltiplas ferramentas por um sistema integrado pode gerar ganhos operacionais relevantes, mas também envolve riscos quando a escolha não é bem fundamentada.

Segundo o relatório Software Buying Trends 2025 do Gartner, 59% dos compradores de software se arrependem de pelo menos uma compra realizada nos últimos 18 meses, frequentemente levando à substituição da ferramenta adquirida.

Esse dado revela um problema recorrente no mercado de tecnologia: decisões baseadas apenas em promessas comerciais podem resultar em escolhas equivocadas, especialmente quando se trata de plataformas que impactam toda a operação da empresa.

Por isso, cada vez mais empresas passaram a buscar fontes independentes de informação antes de tomar decisões de compra.

Avaliações de usuários e a inteligência de mercado na escolha de softwares

Avaliações de usuários se tornaram uma das principais fontes de informação no processo de aquisição de software empresarial. Em vez de depender exclusivamente de apresentações comerciais ou promessas de funcionalidades, compradores querem entender como as soluções funcionam na prática dentro de outras organizações, analisando experiências reais de implementação, suporte e operação no dia a dia.

O relatório Software Buying Trends 2025, do Gartner, reforça esse comportamento ao mostrar que 41% dos compradores utilizam reviews de clientes como a principal fonte para afunilar opções e construir sua lista final de fornecedores, um indicativo claro de que a experiência de outros usuários passou a ter peso decisivo nas decisões de tecnologia.

Esse movimento também revela uma mudança importante na maturidade do mercado de software. Experiências compartilhadas ajudam empresas a avaliar aspectos que raramente aparecem em materiais de marketing, como qualidade do suporte, estabilidade da plataforma, facilidade de implementação e desafios de integração.

É nesse contexto que a B2B Stack entra. Ao reunir avaliações de usuários reais, comparações entre softwares e análises sobre comportamento de compra no mercado B2B, a plataforma permite que empresas tomem decisões com base em experiências concretas de uso. Em um cenário de consolidação tecnológica, no qual a escolha de um ERP ou de uma plataforma central pode impactar toda a operação da empresa, acessar inteligência de mercado se torna uma etapa essencial para reduzir riscos e tomar decisões mais informadas.

Quer entender como sua solução pode aparecer nas decisões de compra em um mercado cada vez mais orientado por avaliações e dados? Fale com um especialista da B2B Stack e descubra como posicionar seu software onde os compradores realmente pesquisam antes de decidir.

FAQ: tendências de software empresarial e ERP

O que é fadiga de SaaS?

Fadiga de SaaS é o termo usado para descrever o excesso de ferramentas SaaS dentro das empresas. Quando muitas plataformas são adotadas para resolver problemas específicos, a operação passa a depender de múltiplas integrações, o que aumenta a complexidade, os custos e a fragmentação de dados.

Por que empresas estão consolidando softwares em ERPs?

Muitas organizações estão reduzindo o número de ferramentas utilizadas para diminuir custos operacionais e simplificar processos. Plataformas ERP modernas permitem centralizar áreas como finanças, CRM, estoque e operações em um único sistema, reduzindo dependência de integrações externas.

O que é o ERP Summit Brasil?

O ERP Summit Brasil é um dos principais eventos da América Latina focados em sistemas de gestão empresarial. O encontro reúne especialistas, fornecedores e líderes de tecnologia para discutir tendências como inteligência artificial aplicada à gestão, integração de dados e evolução das plataformas ERP.

Por que avaliações de usuários são importantes na escolha de software?

Avaliações de usuários ajudam empresas a entender como um software funciona na prática. Elas trazem experiências reais sobre suporte, implementação, estabilidade da plataforma e integração com outros sistemas, fatores que muitas vezes não aparecem em apresentações comerciais.

Como vendedores podem usar avaliações para melhorar a venda de software?

Para empresas que vendem software, avaliações de usuários se tornaram um ativo estratégico de reputação. Plataformas como a B2B Stack ajudam a fortalecer presença no mercado, aumentar visibilidade entre compradores e utilizar feedback de clientes para melhorar posicionamento e geração de demanda.


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