Quando o óbvio não é tão óbvio assim

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Por mais que 2020 esteja sendo, em alguma medida, bastante difícil para a sociedade como um todo, posso dizer que tenho me sentido pessoalmente empolgado com os aprendizados trazidos por estes últimos meses, que foram muito importantes para mim e para a B2B Stack. 

Primeiro, porque tenho conseguido me dedicar mais a atividades como leitura e mentorias. E, segundo, porque estou tendo a oportunidade de terminar o ano à frente de uma empresa totalmente diferente daquela que o começou. 

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Sabemos que o desafio de uma startup early stage é encontrar o seu product-market fit, ganhar tração, escalar e continuar a jornada de crescimento. 

E, para mim, como CEO da B2B Stack não tem sido diferente.

Enquanto empreendedor, confesso que este ano errei muitas vezes (talvez mais do que acertei). Isso já seria o esperado em outros tempos. Em 2020, então… 

Mas, é claro que com os erros chegam os aprendizados. E é isso que faz tudo valer a pena. (Discurso bonito, não é? Na real, acho que esse é o melhor jeito de dizer que quem se lança no mercado tem uma personalidade teimosa por natureza). 

Depois de quase dois anos à frente da B2B Stack (nascemos em 2018), já vi muita coisa dando certo e errado. 

Para os meus 30 anos de idade, esse intervalo de tempo poderia soar como um espaço relativamente curto. Mas, em termos de aprendizado, esse ínterim é quase que uma eternidade. 

Para você ter uma dimensão do que estou falando, pense no seguinte: começamos 2020 com um time de 5 pessoas e hoje chegamos em 12! Só esse fato já tem uma grande relevância!

Sabe como é startup, né? A gente se empolga com alguma ideia. Vai lá, mete a cara e faz. Daí, algumas coisas dão errado, a gente ajusta o foco e segue. 

A agilidade de cair, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima é inerente à natureza desse modelo de negócio. 

É evidente que essa dinâmica não é uma exclusividade da minha empresa. Só que, além disso, em 2020 a gente decidiu pivotar o negócio!! 

Passamos de uma empresa prestadora de serviços, para uma com foco total em produto. Percebemos que estávamos perdendo tempo demais em coisas que não escalavam. 

E só agora, no meio do caminho, a gente entendeu que precisávamos respirar a cultura Product Led Growth!

Passamos a dedicar foco total em ouvir nossos usuários / clientes e entregar um produto que atenda suas dores. E foi com esse objetivo que ampliamos o tamanho da equipe. 

Ouvindo e aprendendo

Sou engenheiro mecânico de formação, mas tendo a pender para o lado comercial, porque tive grande parte da minha experiência profissional nessa área. 

Então, consegui desenvolver uma boa capacidade de extrair inputs de todas as interações pessoais que tenho.

Dessa forma, ajustar o foco para produto era meio que óbvio, mas nem sempre o óbvio é o primeiro a ser feito. 

É claro que tenho que reconhecer que tenho recebido insights de muita gente fera de mercado, como o Diego Gomes, da Rock Content (nosso investidor), Aaron Ross (que dispensa apresentações), Luciana Caletti da Glassdoor… enfim, tem muita gente boa que têm sido grandes conselheiros na minha jornada pessoal e da B2B Stack. 

Isso sem falar na inspiração que tenho ao olhar para empresas como Amazon e Airbnb, que entendem como ninguém seus usuários e que se provaram viáveis financeiramente em um mercado criado por elas próprias!

Sem um bom time, nada feito! 

Essa afirmação aí também é bastante óbvia, não é? Depois que entendi que era hora de pivotar a empresa, vi que isso não seria possível sem ter ao meu lado as pessoas certas.

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Como eu já disse antes, passamos de 5 pessoas, em janeiro de 2020, para uma equipe atual de 12!! 

Comandar um time desse tamanho é algo inédito para mim, mas acho que, nesse aspecto, estamos acertando a mão de primeira! 

Estamos conseguindo mesclar entre gente muito especialista – com experiências admiráveis – e pessoas que ainda estão começando a jornada, mas que tem muito potencial.

Como CEO, é um grande desafio orquestrar todos esses perfis de pessoas. Por isso, estou me concentrando no que todos (sem exceção) possuem em comum: se dar bem em um ambiente early stage, em constante transformação. 

E quando eu digo “constante” quero dizer ao pé da letra o que isso significa. Mas, o mais gratificante é que os resultados positivos aparecem na mesma toada, de uma semana para outra. 

Acho que essa é a grande beleza da transformação digital (área que atuamos). Ela nos convida a ser mais que espectadores, por isso, é tão gratificante conseguir pessoas muito boas para sonhar este sonho com você. 

Conectando gente muito boa

Bom, e lembra que eu comecei aqui falando sobre como 2020 tem sido empolgante? Eu também estava me referindo ao fato de gestar e fazer crescer uma equipe a distância.

Hoje, temos no time pessoas que moram em três regiões diferentes do país (Sudeste, Centro-Oeste e Sul). 

Até poucos meses atrás, a gente teria recrutado pessoas, basicamente, na cidade de São Paulo (olha o quanto a gente iria perder na aquisição de talentos!). 

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Com o ensejo da pandemia, aprendemos que é totalmente possível seguir com o trabalho remoto. Eu mesmo não era muito afeito a essa ideia, mas fico feliz que consegui mudar essa visão.  

Toda semana estamos testando formatos de comunicação, de reunião, de alinhamentos e até de momentos de descontração. Para fazer tudo dar certo, adotamos metodologias ágeis, ferramentas de gestão, enfim…

Estamos mudando sempre algo aqui e ali e, por mais que pareçam ser pequenos ajustes, tudo que é feito tem trazido grandes resultados. 

É claro que eu sinto falta do contato pessoal, dos encontros presenciais, dos churrascos, karaokes…

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Eu ainda não conheço pessoalmente grande parte deste meu novo time (isso seria impensável até 2019). Estou ansioso pelo momento que poderemos nos reunir. 

Até lá, estamos nos ajustando, criando rotinas e valorizando cada momento que temos juntos, mesmo que a distância. 

Então, para fechar este relato sobre os aprendizados destes últimos meses, quero agradecer a todos que estão comigo nesse momento de descobertas (e pivotagem). 

Já aviso que a estrada é longa e, às vezes, os caminhos podem parecer corretos (ou não). Mas, sigo tranquilo porque tenho comigo muita gente boa (conselheiros, clientes, usuários, colaboradores) que tem me mostrado que até quando a gente quebra cara, vale a pena tentar de novo (nem que seja na base da teimosia). 

Se para você que está lendo esse texto, tudo pareceu óbvio demais, quero lhe dizer o seguinte: toda jornada é algo pessoal e intransferível. 

E eu, no alto dos meus 30 anos, tenho um imenso orgulho de cada erro, acerto e lição que tenho aprendido. Sigo ansioso pelo que mais tem pela frente!

Edu Muller 

CEO da B2B Stack

Protagonista na transformação digital