Crise no mercado imobiliário e os impactos do Coronavírus (COVID-19)

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Com a inesperada pandemia do COVID-19, a economia como um todo sofreu um forte golpe. No mercado imobiliário, muitos profissionais e empresas também tiveram grandes perdas, sendo aquelas que atuavam também de forma digital as menos afetadas. Trouxemos aqui um panorama geral de como a crise afetou o mercado imobiliário, e algumas dicas para minimizar os efeitos. 

Ninguém esperava quando aconteceu… um novo tombo para o mercado

Um pouco mais de uma década se passou e uma nova crise desponta no mercado mundial. 

Dessa vez, não apenas o setor imobiliário, mas todos os segmentos da economia se preparam para pagar parte dessa conta.

Em 2020, o mundo foi surpreendido por uma pandemia sem precedentes para essa geração. Ninguém hoje no planeta teria como prever o tamanho do estrago que seria feito em tão pouco tempo.

A necessidade do distanciamento social como forma de combate à disseminação do novo coronavírus (COVID-19) mostrou que, em poucos dias, o paralelo com a gravidade da crise de 1929 estava mais atual que nunca.

Duas questões gravíssimas surgiram nesse cenário: uma crise sanitária – de proporções ainda incalculáveis – e a ameaça real de um colapso econômico e financeiro.

Aliado a isso, está a ausência de conhecimento científico sobre o comportamento do vírus. O que levanta inúmeras discussões sobre o que será considerado “normal” na organização das atividades sociais daqui para frente.

Com base em episódios anteriores de pandemia, especialistas esperam uma retomada das atividades de consumo no futuro, assim que a necessidade de estabelecimento de quarentena for dispensada.

Mas, sem saber se estamos lidando com um surto passageiro ou intermitente, o cenário atual têm desafiado empresas de todos os segmentos a serem protagonistas de uma reinvenção para manterem seus negócios vivos no dia de hoje.

Como está o mercado imobiliário hoje?

Os últimos anos foram bem complicados para a construção civil brasileira. Após cinco anos de queda, o PIB do setor começou a apresentar crescimento (1,6%) somente em 2019.

Com os desdobramentos ainda imprevisíveis da pandemia, não sabe quando será possível fazer uma análise otimista para o segmento. Já para o PIB brasileiro, a expectativa do mercado é de que a queda fique entre 5% e 10% esse ano

Se não fosse o novo coronavírus, a construção civil poderia ter apresentado uma recuperação de 3%, em 2020, conforme havia projetado a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Mas, agora, a entidade diz ser difícil pensar em um cenário de crescimento até dezembro.

O pessimismo ganha eco dentro do setor, conforme um levantamento do Grupo ZAP que ouviu profissionais da área: somente 38% acreditam em uma retomada ainda neste ano. Outros 31% veem uma melhora apenas em 2021.

Já 54% perceberam um aumento do número de cancelamentos de vendas desde o início da quarentena. O mesmo aconteceu com o andamento das obras: para 76% dos entrevistados as construções terão atrasos.

Avanço da COVID-19 e as expectativas para o mercado imobiliário

Em um outro levantamento realizado pelo Grupo Zap, este com cerca de 3.500 pessoas que vivem em regiões metropolitanas do País, 86% dos entrevistados afirmaram que vão adiar em alguma medida a decisão de comprar ou alugar um imóvel em 2020.

Um levantamento do Secovi (Sindicato da Habitação) com dezenas de empresas da capital e do interior paulista apontou que a demanda pela compra de imóveis novos caiu 63% durante o mês de março. Em termos de concretização de negócio de compra e venda, houve queda de 67,5%, segundo as imobiliárias.

Quando se fala dos impactos na locação residencial, a procura por parte de locatários refreou 40%. Já a quantidade de novos contratos assinados diminuiu 43,7%

Também houve arrefecimento nos negócios de locação comercial: para 55% das imobiliárias pesquisadas, diminuiu a procura de locatários de imóveis comerciais e, para 59,5%, o volume de novos contratos teve queda.

É possível driblar a crise? Como?

Diante de expectativas tão pessimistas, como o mercado imobiliário pode agir para diminuir os impactos no setor?

Uma das maneiras é ficar atento às oportunidades latentes de negócios. 

De modo geral, a decisão pela aquisição de imóveis pode, eventualmente, ser postergada, mas não em todos os casos. Novos negócios podem surgir junto a clientes investidores.

Segundo analistas, o momento pode ser favorável para aqueles que têm boa reserva financeira e procuram imóveis com potencial de retorno sobre o investimento após a crise.

Outro ponto que favorece a comprar imóveis atualmente é a queda nas taxas de juros. Com a taxa em 3,75%, as linhas de crédito pessoal e imobiliário reduziram os juros dos financiamentos.

A pandemia pode ter afastado os clientes em um primeiro momento, mas as demandas ainda continuam a existir.

Para isso, é preciso estudar o mercado com a ajuda de ferramentas inteligentes e se adaptar ao atendimento dessa nova realidade.

Sua imobiliária está preparada? 

Diante da necessidade de distanciamento social, incorporadoras, imobiliárias e corretores de imóveis devem buscar formas de continuar desempenhando um bom trabalho no ambiente online.

Essa é a hora e a vez de abraçar a tecnologia. Nunca antes fez tanto sentido apostar em ferramentas como tour virtual, vistoria online e até realidade virtual.

Conforme acreditam especialistas no setor, esse é um caminho sem volta, já que todos esses recursos vieram para ficar e tendem a permanecer pós-pandemia.

Além disso, se tornaram indispensáveis nos dias de hoje ferramentas e softwares para agilizar: 

  • Canais de atendimento online;
  • Gestão financeira imobiliária;
  • Assinatura eletrônica de contratos;
  • Análise financeira desburocratizada;
  • Ações de marketing digital;
  • Qualificação de vendas.

Se os tempos estão difíceis, é importante usar as ferramentas adequadas para chegar às oportunidades no momento certo. Sem a hiper digitalização, o estrago no setor imobiliário seria ainda maior.

Saiba mais sobre a transformação digital no setor imobiliário no nosso artigo.

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