Venture Capital, quais as apostas para 2021?

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Saiba o que é Venture Capital

Qualquer negócio, não importa o segmento ou porte, precisa de capital para crescer. Além do investimento de recursos dos próprios fundadores, ainda existe a possibilidade da inclusão de recursos de terceiros. 

Porém, ainda existem algumas maneiras de realizar essa ação, cada uma mais adequada a certos cenários.

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Entre elas está o Private Equity, conceito que ganhou peso nos últimos anos e pode ser um ótimo caminho não só para o investidor, mas também para o empreendedor em questão. Mas do que se trata esse modelo? 

Para te ajudar a entender melhor o que é esse assunto, elaboramos um guia com as principais informações que você precisa saber para começar a investir, ou buscar recursos para sua empresa.

Venture Capital, o que é?

O que é Venture Capital?

O Venture Capital é um modelo de investimento com foco na aplicação de recursos em negócios com grande e rápida expectativa de rentabilidade e crescimento. 

Isso quer dizer que, basicamente, o investidor buscará pequenas e médias empresas para oferecer não só seu financiamento, mas também sua participação na gestão.

Além disso, essa modalidade pode ser feita por meio de fundos de investimentos já focados no Venture Capital. No Brasil, por exemplo, esses fundos são denominados como Fundos de Investimento em Participações (FIP) ou Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE). 

Porém, apesar de esses investimentos acontecerem em um estágio avançado no desenvolvimento das startups, o mercado é completamente imprevisível e, portanto, oferece um alto risco para o investidor. Então, mesmo que, no papel, o negócio seja muito bem desenvolvido e estruturado, o sucesso nunca é uma garantia.

E é exatamente por isso que o papel de auxílio na gestão trazido pelo investidor é muito importante (caso exista uma experiência prévia). Afinal, se os processos forem bem estruturados, e o produto ou serviço agregar ao mercado, a chance de dar certo tende a melhorar.

Como funciona o Venture Capital?

Como mencionamos acima, o Venture Capital não gira em torno de um simples investimento de dinheiro em uma empresa e a espera dos resultados. Com esse modelo, o investidor se coloca diretamente dentro da gestão da empresa, auxiliando o funcionamento.

Então, para os donos das empresas a serem ajudadas pelo Venture Capital, cabe sempre se questionar se estão dispostos a deixar esses novos sócios a participarem diretamente no processo. Isso quer dizer também delegar e dividir as decisões importantes.

Outro ponto importante a ser mencionado é que, quando essa startup se torna um sucesso, e portanto gera retorno em rentabilidade e crescimento, é comum que o fundo de investimento se retire. Esse processo é chamado de “exit”, e permite que os cotistas recebam seu lucro.

Cenário para investimentos em 2021

Cenário para investimentos em 2021

Após um ano extremamente imprevisível e truculento, 2021 indica ser ‘um pouco’ mais tranquilo, especialmente com algumas movimentações em alguns dos principais governos do mundo. 

No fim do ano passado, os investimentos em Capital de Risco continuaram crescendo, pelo terceiro trimestre seguido.

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Entretanto, apesar de uma certa estabilização em certos setores, ainda não sabemos quando as vacinas estarão amplamente disponíveis, por exemplo. E é exatamente essa a dificuldade de prever qual será o cenário de investimentos no país.

Entretanto, para ajudar a te indicar os caminhos mais interessantes do Venture Capital neste ano, vamos trazer aqui alguns setores importantes para ficar de olho em 2021:

O que o Venture Capital está acompanhando de perto em 2021?

Fintechs

Talvez o grande foco dos investimentos de risco nos últimos tempos, as Fintechs continua mostrando um ótimo crescimento e apoio aos investimentos. 

Especialmente com a implantação em massa do sistema PIX (plataforma digital para pagamentos instantâneos e gratuitos), esse setor tem dado cada vez mais indícios que o crescimento continuará acontecendo.

O C6 Bank, por exemplo, anunciou um aporte de R$1,3 bilhão do banco suiço, Credit Suisse. Hoje, a grande fintech já está avaliada em R$11,3 bilhões e já é considerada o mais novo unicórnio brasileiro.

Delivery

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Outro setor que apresentou grande crescimento, especialmente com a mudança nos hábitos de consumo resultantes da pandemia, foi o de delivery. 

Segundo uma pesquisa da Mobills, por exemplo, o gasto com os principais aplicativos de entrega de comida (iFood, Rappi e Uber Eats) cresceu 103% no primeiro semestre de 2020. 

Isso já acompanha uma tendência prévia, mas foi acentuada pela situação da população no ano. A ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), tinha estimado um faturamento de R$18 bilhões no setor em 2020, ou um aumento de 20% em relação ao ano anterior. 

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Isso resultou também nas principais empresas ampliando seus esforços para outros segmentos de delivery, a fim de atender ainda mais as necessidades de uma população em quarentena. O iFood, por exemplo, incluiu a entrega de produtos de supermercados em suas demandas. 

Então, com os hábitos dos consumidores cada vez mais adequados ao futuro do segmento de delivery, é possível dizer que os investidores devem continuar de olho no setor para 2021.

Logística 

Além do setor de delivery, outro setor que deve continuar crescendo, especialmente em razão dos efeitos da pandemia nos hábitos de consumo, é o de logística. Para isso, existe um grande foco nas startups que atuam na digitalização dos negócios, tema essencial quando se fala na inovação do mercado.

Enquanto já existia um movimento para o lado dos negócios digitais, a pandemia com certeza acelerou ainda mais a mudança para um modelo online. 

Por isso, é muito improvável que essas tendências não se estabeleçam nos próximos anos, tendo em vista o ganho na experiência do consumidor.

Isso quer dizer que negócios do ramo de e-commerce, em especial, continuarão inovando e buscando formas de se manter competitivo, em um mercado cada vez mais disputado.